Uma linda história de amor e superação chegou ao fim.
Isabel escolheu amar e sorrir até ao fim.
Com apenas 19 aninhos, partiu a menina, a jovem mãe. Bateu à s portas do Céu. Deixou um pedacinho seu, uma vida que gerou em si, um filhinho para o marido amar. Realizou o seu sonho de ser mãe. Assim, a menina semeou o amor. Como escreveu o marido : “ O amor não morre”.
A linda jovem tantos sonhos tinha. Tão longa foi a luta pela sua cura. Tanto foi julgada e criticada nas redes sociais pelo seu jeito de ser. Havia os que diziam que Isabel fingia, mentia, que pretendia conseguir dinheiro, outros minimizavam a sua dor, outros achavam que exagerava, enquanto a menina-mulher sofria. Tantas crÃticas e julgamentos, Deus meu! Maldade humana. Falta de empatia e compaixão. Vivemos mesmo um momento estranho. Foi preciso a menina morrer para acreditarem na sua história, na sua verdade, na sua luta. Mas na sua grandeza, Isabel não respondia a gente pequena. A menina apenas viveu. Foi um anjo que passou por aqui. Agora, a menina-mulher descansa no céu. Como a minha norinha, com a mesma doença, o cancro, Isabel só queria ser feliz e viver. Ambas queriam tanto viver! Há seres humanos cruéis. Isabel só queria aproveitar ao máximo a vida. O lema de ambas era: enquanto tivermos vida temos que viver o hoje, independente da doença e da idade. Queriam cada minuto, aproveitado. Como a minha norinha, Isabel teve todo o tempo o marido a seu lado. O amor ajuda .
Isabel foi uma inspiração. Só não foi para os que duvidavam que ela estava realmente doente. O ser humano no seu pior. Já nem a dor lhes causa compaixão.
Isabel partilhava, nas redes sociais, o seu dia a dia de luta e o seu estado na fase terminal causada pelo cancro, para inspirar quem estava doente. E tanto foi criticada por este seu jeito lindo de ser. Tantos duvidavam dela. Isabel era um pedacinho de céu mas a maldade de alguns humanos não o deixava ver. Hoje já é Estrela. “ Adormeceu”. Serenou de tanto sofrimento. E se libertou da maldade humana.
Que desta história de vida, linda e triste, tiremos uma lição: sejamos mais empatia, mais compaixão, mais humanos.
Minha menina, viveste, tiveste o filho que sonhaste, amaste e foste amada. Foste beleza, leveza, alegria e força. Mas, no teu silêncio nas noites acordada, também foste dor. A dor que não se vê. Também foste medo. Também foste frágil. Foste o que esses seres pequenos não conseguiam ver, tal a sua maldade e frieza. Deixaste luz. Foste uma inspiração. Que a tua partida toque o coração dessa gente que te julgou.
Que o teu filhinho Arthur, seja sempre cuidado, protegido e rodeado de muito amor, como pediste antes de partir. E que lhe falem de ti, da maravilhosa mãe que foste, enquanto estiveste aqui.
Texto de Otilia Mota
Ps: muito triste e um aperto de como o marido estará a sentir se 🥺 ainda pensei que ela ia dar a volta por cima mas não 🥺🥺

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